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Posts | Comentários

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Essa era ‘Grande pergunta do mês’ em novembro proposta pelo blog do Learning Circuits (ASTD).

Todos os participantes deveriam responder essa pergunta comentando idéias de como apresentar o potencial das mídias sociais para os profissionais das áreas de treinamento, de conhecimento e de gestão e como apresentar o potencial dessas ferramentas para usuários que nunca experimentaram.

As respostas deveriam ser postadas nos comentários do post ou nos blogs dos próprios leitores. Agora que o mês acabou, dá pra passar lá e conferir todos os comentários e e a lista de links para os posts sobre o assunto.

Conferi alguns dos links e as duas respostas que me chamaram mais atenção foram as dos blogs GoodPractice.com e Kapp Notes. Vou apontar algumas das idéias que mais gostei em cada um.

Owen Ferguson, do GoodPractice.com: Construindo um case para social media

Social media faz as pessoas trabalharem menos - O exemplo que ele dá é classico: Você tem dois funcionários. Um usa social media regularmente e o outro não. Se os dois tem a mesma produtividade, o problema está com aquele que alcança as expextativas de produtividade enquanto permanece engajado na rede social ou com o funcionário que só consegue produzir o esperado se ficar concentrado somente nas tarefas, sem aprender nada novo no processo?

Não há interesse da empresa - Ele separou em 4 causas:

  • Pesadelo da implantação - Segundo o autor, “os departamentos de TI de médias e grandes empresas não são famosos por facilitar pilotos ou experimentar novas tecnologias”, e nós temos que concordar. A dica que ele deu foi: Existem outros caminhos, que não passam por TI. Eu acredito. SaaS (software as a service) é um deles.
  • Eu não entendto/uso. Meus amigos não entendem/usam. Logo, ninguém entende/usa - Inicialmente Ferguson não quis colocar a culpa na questão da geração (boomers, X, Y etc) e acabou jogando no ‘quão confortável você se sente com relação a tecnologias’, mas no final, não conseguiu escapar, afirmando que “se você conhece alguém com menos de 20 anos sabe que existe uma crescente demanda do uso de social media como ferramenta de trabalho”.
  • Experiências ruins com a Lei do 1% - A lei do 1% na internet diz que 90% dos usuários são apenas consumidores do conteúdo, 9% colaboram de alguma forma e esporadicamente e apenas 1% geram o restante do conteúdo. Para o autor, para garantir o sucesso de um fórum de discussão você precisa de uma massa crítica de usuários e um objetivo específico, que leve os usuários a visitá-lo.
    Explicar aos usuários como um fórum funciona antes de iniciar o projeto também ajuda no engajamento.
  • Medo de perder o status de expert - Esse é um ponto que eu não tinha parado pra pensar ainda, mas faz sentido. Assim como nós enfrentamos a fúria dos professores e instrutores de presencial no início da história do eLearning, Ferguson aponta aqui o medo que os ‘experts’ teriam de não conseguir atender as expectativas (responder dúvidas, dar idéias, solucionar problemas) utilizando redes sociais como meio.
  • Social media como ferramenta de aprendizagem - “Mídias sociais já são usadas como ferramentas de aprendizagem, afinal, telefone e e-mail nada mais são do que ferramentas sociais primitivas.” Gostei muito dessa consideração. Pra finalizar esse coloca que a questão não está em mostrar o valor das mídias sociais para a aprendizagem e sim em fazer o bendito do business case, e fazê-lo como se deve. Já falei várias vezes aqui no blog sobre a dificuldade que as áreas de RH tem em se conformar que são parte do negócio da empresa e “negócios são negócios”: Se você precisa que alguém te dê dinheiro, vai ter que provar com números e índices que aquilo vale a pena e vai trazer economia/lucro.

    As dicas dele para fazer esse business case são:

  • Começar com um piloto: A melhor maneira de provar o valor é mostrando evidências de sucesso. Um piloto pode ser feito em parceria com empresa confiável, com um serviço hospedado fora da sua companhia, apenar para testar o potencial da iniciativa.
  • Mostre exemplos de outras empresas: A evidência não precisa ser interna e nenhum negócio é tão único que não possa fazer algum uso de benchmark. Conseguir um testemunhal da pessoa responsável pelo projeto também soma pontos.
  • Trate a resistência à social media da mesma foram que você trataria qualquer resistência a mudança: Discussão e desafio fazem parte da função de quem trabalha com aprendizagem, certo? Demonstre seu ponto de vista respeitando os outros, se coloque no lugar das outras pessoas… Sempre funciona.
  • Pra encerrar, ele colou essa apresentação que eu achei fantástica:


    Para Ferguson, o principal ponto do case é: Social media vai te ajudar a instrumentalizar formas mais efetivas de aprendizagem, diminuir o tempo que as pessoas passam dentro das sala de treinamento e, logo, economizar dinheiro e tempo. O que mais os seus executivos precisam ouvir?

    Karl Kapp, do Kapp Notes: Vendendo social media para aprendizagem

    Aponte uma necessidade do negócio: De novo o que comentei - negócios são negócios. Tire o foco da tecnologia em si e aponte como a tecnologia vai te ajudar a alcançar as metas da empresa: recolher informações para alimentar as táticas de vendas, compartilhar o conhecimento globalmente… Quais são as necessidades do seu negócio?

    Considere a cultura organizacional: A cultura tem mais influência sobre os hábitos de compartilhamento de informação do que tecnologia em si. Se as pessoas sentirem que vão perder o seu valor ou se meter em encrencas por compartilhar informações, não tem social media que resolva o problema.

    Mostre casos de suscesso: Ele indicou o Pfizerpedia (da Pfizer) e o Intellipedia (da US Intelligence). Aqui também tem outros casos. Escolha o que tem mais a ver com a sua empresa.

    Renomeie: Ele sugeriu “Knowledge Media”. Qualquer nome que não remeta aos termos utilizados para definir o Orkut, Facebook ou Twitter vai ajudar as pessoas a pensar mais abertamente.

    Siga o processo de “Difusão de Inovação”: Kapp sugeriu a leitura do livro de Everett M. Roger, que fala sobre como “vender” uma tecnologia de forma atrativa para os usuários. Saiba mais sobre o livro aqui.

    Aprenda com as lições aprendidas pelos outros: Kapp tem um post sobre isso também.

    Posicione mídia social diferente de como ela é vendida normalmente: Estamos falando de empresas aqui. Ressaltar interações sociais e auto-expressão não vai emplacar seu projeto. Aponte como tornar isso uma ferramenta de produtivdade.

    Oriente os usuários: Não conte com a intuitividade da ferramenta, boa parte das pessoas vão precisar ser instruídas formalmente.

    Garanta que os stakeholders entendam as aplicações da tecnologia para benefício do negócio: Achei esse ponto meio redundante, mas ok, a missão é árdua (mas perfeitamente possível).

    Não faça estrondo, simplemente comece: “As vezes é mais fácil pedir desculpas do que implorar por permissão”. Simplesmente comece, sem fazer alarde sobre quão ’social media’ é a iniciativa. Faça dela simplesmente a ‘nova iniciativa’.

    Um dos links indicados no post é o do case escrito pela Pfizer sobre o projeto deles, que começou com um blog, ganhou um wiki e hoje tem planos para um ‘Facebook corporativo’.

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    Muito me assusta o pouco que se fala nos impactos, sejam eles positivos ou negativos, do HTML5 no desenvolvimento de eLearning. Entendo que ser entusiasta do novo somente pelo novo, não vale de nada, mas acho que algumas alternativas ao Flash ajudaria, e muito, a indústria a ter um processo de desenvolvimento mais rápido, ágil e barato.

    Tenho procurado ler sobre o assunto, ver as demos e acompanhar o que todo mundo que trabalha com internet espera do HTML5. Por enquanto, de tudo que vi, a única coisa que consigo prever é que quem ainda não modernizou o seu processo de produção, fazendo uso de todos os truques e facilidades que o XML oferece, vai poder saltar do Flash “blocão” (com todas as imagens, textos e navegação lá dentro) pra um modelo mais flexível (trabalhando objetos externos etc) com zero de sofrimento.

    Acredito também que a capacidade de manipular objetos (áudio, vídeo, animações) e os elementos interativos (datagrid, comandos e menus) também vai facilitar a montagem e o sequenciamento de telas o pra quem ainda faz isso manualmente ou com processos semi-automáticos e, talvez, algumas melhoras na forma como montamos os elementos básicos de navegação (comandos de navegação entre telas, Ajuda, Sumário, Glossário).

    Se isso tudo acontecer, arrisco um palpite de que as ferramentas de autoria (se já não estão prevendo isso) vão precisar ser remodeladas.

    Já quanto o tal canvas (desenhos 2D controlados por JavaScript) nada me empolga. Até agora, tudo o que vi me lembram os antigos efeitos de JavaScript (de gosto bem duvidoso) que eu aprendia nos tutoriais do saudoso GeoCities :)

    Segue uma listinha rápida do que li recentemente sobre o assunto:

  • HTML 5 and eLearning Development
  • HTML5: a cara da próxima web
  • HTML5.org
  • HTML5 na Wikipedia
  • How HTML5 Will Change the Way You Use the Web
  • The Future of HTML 5 by Bruce Lawson
  • HTML5 Demos and Examples
  • Idéias? Idéias? Alguém?

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    A Colméia foi indicada para o Caboré 2009. Se você não conhece a Colméia, é hora de conhecer.

    A Colméia é um coletivo de profissionais/artistas que propõe para seus clientes novas formas de usar audiovisual, mídias sociais, games, software (e tudo o que surgir pela frente) para atingir seus objetivos de negócio. Já o Caboré é uma já tradicional premiação da indústria de propaganda, marketing e comunicação.

    Enfim, este ano, pra divulgar a indicação, a Colméia fez um Manifesto. O manifesto fala um pouco sobre a nova propaganda, que agora é multi-meios, sem muita receita pronta, e que cada vez mais TEM que ser única em cada situação, para cumprir a difícil missão de sobreviver ao excesso de informações, atividades e caminhos que as pessoas percorrem todos os dias.


    Pinbowling (a.k.a pimboliche) from enxame on Vimeo.

    Essa metáfora de “não deixar a bola cair” acho que serve para todos os mercados hoje. Não basta apenas treinar. Você precisa ter um projeto bem feito, bem planejado, bonito, interessante, diferente. Uma vez pronto, é hora de lançar. Mas o projeto não acaba: o lançamento é só o começo.

    A desenvolvimento de projetos de eLearning e de treinamento cada vez mais tem se afastado do bom e velho ADDIE em direção aos modelos mais ágeis, que permitem revisitar a análise de necessidades do aluno sistematicamente e atualizar o produto, tornando-o atual e relevante para a companhia.

    Desenvolvimento agil
    Desenvolvimento ágil - prevendo a mudança - FOSWIKI/UFBA

    Quem trabalha com educação precisa ter a mesma preocupação da Colméia: assim como os nossos hábitos de consumo mudaram e vão continuar mudando, hoje nós não aprendemos como aprendíamos e daqui 5 anos nós não vamos aprender como aprendemos hoje. Daqui dez, então, não será nem como hoje e nem como daqui a 5 anos.

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    Quem gosta de apostilas?

    Eu detesto… Confesso que jamais li, nem mesmo as da escola. Elas sempre tem mais informações do que eu preciso saber, os índices não me ajudam a achar o que eu preciso e, normalmente, são super mal escritas por causa da mania que temos de formalizar o texto escrito. Convenhamos: Alguém lê uma apostila de cabo a rabo?

    Acredito que o segredo do desgin instrucional para apostilas é uma receitinha bem simples:

    1. Saber o que o usuário vai procurar nela
    2. Ter um índice simples, que não deixe dúvidas sobre o que vai ser tratado em cada tópico
    2. Texto direto, curto, o mais próximo o possível do oral.

    Hoje está lá na home do Digg.com: O curso matador sobre migrar de PC para MAC, feito por um usuário.

    MakeUseOf.com - The Mac Manual

    Uma apostila tem menos de 70 páginas com prints de telas harmoniosamente diagramados, e está dividido em: O que tem no meu Mac, Como usar/configurar os programas pré-instalados, Dicas de programas, Dicas avançadas e Atalhos. Direto e reto. Agora o que fez a diferença: ele foi feito por um usuário que realmente fez a migração, e não por um usuário Mac que imagina o que um usuário de PC deveria fazer.

    Clique aqui para baixar a apostila e conferir o ID.

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    Ja ouviu falar no High Tech High?

    hth.jpg

    Não, não é uma escola toda computadorizada…

    O High Tech High (HTH) foi criado em 200 por um grupo de executivos e educadores de San Diego para experimentar novas formas de lidar com a falta de motivação e o baixo rendimento dos estudantes. O plano era criar um ambiente orientado a projetos, para que os alunos pudessem conhecer os professores e serem desafiados. As escolas HTH buscam mostrar como a educação pode ser remodelada para assegurar que os alunos se formem bem preparados para a universidade, para o trabalho e para a sociedade.

    HTH

    O projeto nasceu do trabalho de Larry Rosenstock na New Urban High School Project (NUHS), no U.S. Department of Education’s Office of Vocational and Adult Education, 1996-99. Esse projeto supervisionava 6 escolas que aplicavam um modelo de escola preparatória para o mercado de trabalho. As descobertas desse projeto deram origem aos 6 princípios aplicados nas HTH:

    - Personalização: Cada estudante tem um monitor que acompanha o desenvolvimento pessoal e acadêmico do aluno e também mantém contato com a família.

    - Conexão com o mundo adulto: Os estudantes são levados pra fora da escola em programas de estágio e outros projetos.

    - Missão intelectual comum: Não há distinção entre o preparatório para a universidade e o ensino “técnico”.

    Os princípios estão presentes na escola como um todo: os espaços são abertos, o acompanhamento é individual e a aprendizagem está baseada em projetos e exposições. Os alunos devem concluir seus estágios na comunidade da escola. Os professores dispõe de um tempo amplo para planejarem as atividades e esse planejamento é feito em grupo, com os outros professores.
    Desde 2007 o HTH também oferece uma graduação especializada em aprendizado em comunidade para K-12, mestrado em Teacher Leadership e School Leadership. Os cursos são oferecidos para os funcionários das HTH e também para funcionários de outras escolas.

    HTH

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    Como explicar um grande e complexo avanço científico em 18 minutos sem perder a atenção da sua platéia leiga?


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    O Open for questions é uma seção do site da Casa Branca em que os eleitores postas suas perguntas e podem votar nas questões que gostariam que fossem respondidas pelo presidente Obama. A votação é feita nos moldes do Digg.


    Em tempos de crise é uma excelente idéia pra comunicação interna. Um Open for questions dentro da intranet de uma grande empresa, com os colaboradores fazendo perguntas para o CEO ou mesmo para os VPs de suas áreas seria uma boa ferramenta de comunicação interna, sem contar na melhora no senso de time.

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    Semana passada o Masie Center publicou os resultados da pesquisa on-line sobre aprendizagem social feita pela internet.

    Durante a pesquisa, todos os assinantes da newsletter e leitores do site do Elliot Masie foram convidados a responder o questionário.

    Os resultados são bem interessantes e podem ser consultados gratuitamente.

    Masie Center
    Você tem um projeto de aprendizagem social?

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    O site Explore the Cycle mostra como funciona os processos de reciclagem de vários tipos de material.

    O desenho instrucional é bem bacana e a arte chama bastante a atenção. Vale a pena conferir…


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    Não é de hoje que estamos discutindo a importância de incluir o registro oral como possibilidade na gestão de conhecimento nas empresas.

    Hoje, a maior dificuldade desse tipo de registro é a busca. Enquanto as ferramentas de LCMS estão cada vez mais equipadas com ferramentas de busca que correm todo o texto dos seus arquivos, sejam eles Word, PDF, PowerPoint etc, os arquivos de áudio ainda ficam sujeitos a descrição e taxonomia. Por esse e outros motivos, já há muito acompanhamos o avanço das tecnologias que transformam o áudio em texto.

    Ao contrário das ferramentas que transformam o texto em áudio, amplamente usadas em soluções de acessibilidade e hoje presentes até em produtos super populares, como o novo iPod Shuffle anunciado ontem, a tecnologia que transforma o discurso em texto corrido ainda precisa de muita pesquisa.

    A boa notícia é que agora o Google também está na briga e acaba de anunciar uma ferramenta que transforma o VoiceMail em email. No próprio vídeo de apresentação, eles assumem que ainda existem muitas melhorias a serem feitas, mas quanto mais empresas investirem na idéia, mais rápido vamos chegar a uma solução.


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